Existe uma diferença entre sobreviver à cultura e ao ritmo de vida atuais e viver a partir de uma cultura que você mesmo escolheria ter — um modo de vida pelo qual valha a pena viver. Se a pressa e o barulho têm te afastado de você mesmo, e falta tempo (ou repouso) para sentir o que é belo, verdadeiro e importante, esta oficina foi pensada para você.

Olhando de fora, sua vida parece estar nos trilhos.
Você cumpriu as etapas do que se espera de um adulto: estudou, construiu uma carreira, cuida da casa e da família, resolve o que aparece na sua frente.
Mas existe uma espécie de pressa que se instalou em você — e no mundo ao seu redor — que não pede licença. Ela ocupa cada intervalo livre, cada silêncio, cada domingo.
E quando o barulho do dia finalmente cessa e você coloca a cabeça no travesseiro, sobra uma pergunta incômoda: há quanto tempo você não para diante de alguma coisa — uma paisagem, uma música, uma página — só para deixar que ela te toque?
Você tenta preencher esse vazio.
Compra livros que promete ler “quando tiver tempo” (e trava na segunda página).
Assiste a filmes que dizem ser profundos, mas sente uma indiferença fria — quase uma anestesia.
Busca respostas, mas percebe que nem tem vocabulário para nomear o que sente.
O nome disso não é preguiça, nem fraqueza. É desenraizamento: você sabe fazer quase tudo — menos parar, sentir e se lembrar de quem é.
Você tem o mapa da sua carreira e das suas finanças. Mas, se parasse agora, teria o mapa da sua própria vida interior — do seu “eu”, da sua memória, da sua história?
Já reparou quantas vezes você vê as coisas, mas não as sente? Essa “anestesia” não é o seu jeito de ser — é sinal de que o ouvido, antes de mais nada, precisa ser reabilitado. Porque, muitas vezes, o problema não está no coração: está no ouvido, que já não sabe mais escutar. Existem três bloqueios comuns que impedem a realidade de atravessar o ouvido e tocar o seu coração.
Você ainda consegue se maravilhar com as coisas belas? Diante de uma paisagem, de um momento em família ou de um grande clássico da literatura, você reage com envolvimento — ou com uma indiferença que já nem percebe mais? Uma coisa é notar que algo é bonito; outra é sentir a beleza aquecer o coração.
Você sente que ninguém te entende de verdade — e, no fundo, também tem dificuldade de entender os outros, mesmo os que ama? Reconhecer no outro alguém que carrega a mesma pergunta, a mesma história, a mesma busca é uma forma de escuta que se aprende. Sem ela, dá para estar cercado de gente e, ainda assim, seguir só.
Você vive sentimentos e medos para os quais não tem palavras. Sua vida interior às vezes parece um território sem nome — difícil até de contar para si mesmo. Sem vocabulário para nomear o que sente, a própria experiência bate e volta, e não chega a lugar nenhum.
A Música, o Cinema e a Literatura não são apenas entretenimento de qualidade — são, há séculos, o caminho mais natural para reabilitar essa percepção. Mas apreciar cultura, por si só, não basta: é preciso um itinerário. Chamamos esse itinerário de ouvido, coração e mão — a capacidade de receber uma obra, deixar que ela ganhe significado dentro de você, e agir a partir do que ela revelou.
Mais do que apenas “focar”, você precisa aprender a preparar um espaço interior. Assim como arrumamos a casa para receber um amigo querido, é necessário se colocar diante da realidade de peito aberto, pronto para acolher o que ela tem a dizer — vencendo a dispersão e a pressa.
Não basta ouvir; é preciso guardar. O coração é o lugar onde a experiência revolve e ganha sentido. É necessário saber reter aquilo que se viu e ouviu, transformando uma emoção passageira numa verdade íntima que passa a fazer parte de quem você é.
O conhecimento que não vira ação é estéril. O último passo é transformar essa vida interior em atos concretos — decisões mais pessoais, prudentes e significativas para a história que você quer contar com a sua vida, mesmo num mundo que empurra para o automatismo e a superficialidade.
Você não precisa fazer isso sozinho…
O nosso objetivo com esta oficina não é transformar você em um intelectual, mas em alguém mais capaz de se conhecer — não olhando só para dentro, e sim aprendendo a receber o mundo, as pessoas e as grandes obras à sua volta, como quem recebe um convidado querido em casa.
Ao longo da oficina, o professor Caio Perozzo e convidados selecionam obras específicas — peças musicais, poemas, contos, filmes e quadros — que servem de exercício de apreciação: primeiro, para você aprender a receber essas obras com a atenção que merecem; depois, para que essa mesma atenção volte para a sua própria vida, unindo suas emoções, seu juízo e a sua história pessoal à história que você tem diante dos olhos.
Parar e acolher
Sentir e guardar
Refletir e agir
Todo o conteúdo desta oficina foi pensado para pessoas comuns — não para especialistas — que desejam sair da pressa e do automatismo do dia a dia, e aprender, de novo, a parar, sentir e se conhecer com mais profundidade.

Sabemos que o trabalho de formação humana e pessoal exige tempo, constância — e a companhia certa. Por isso criamos esta oficina para ser o ponto de partida ideal. Não queremos que a dificuldade financeira seja mais um obstáculo entre você e o mundo lá fora. Nosso objetivo é que qualquer pessoa — independentemente de sua formação prévia — possa ter acesso a este caminho prático de reordenação dos sentidos.

Caio Perozzo é professor, palestrante, e cofundador do Instituto Borborema. Ministra os cursos de Prosa, Como vencer a preguiça de estudar pelo encontro da vocação e O papel dos pais na formação da personalidade dos filhos, na Formação Clássica do IB. É coautor de Obverso: A arte e suas circunstâncias com o artigo “Os pressupostos psicológicos da apreensão formal da obra de arte”, e, em 2022, com o soneto “O adeus de Dom Pedro a alguma amante”, foi o primeiro colocado na categoria “poesia” do Prêmio Literário da Biblioteca Nacional, concurso que celebrou o bicentenário da Independência do Brasil. É casado e pai de quatro filhos.

Professor e escritor. Colunista do jornal A Gazeta do Povo (PR). Ministra aulas, palestras e cursos sobre formação do imaginário, literatura e cultura há mais de 15 anos em todo o país, tendo já atendido milhares de pessoas.

Coordenador Pedagógico e Professor da Escola da Santa Cruz (Campina Grande-PB). É também fundador e professor do Instituto Borborema, e ministra aulas de história, arte, linguagem e temas afins.

Professor e Palestrante do Instituto Borborema. Atua há vários anos como professor de estudos clássicos, francês, latim e outros assuntos.

Escritor, professor e doutor em Teoria da Literatura. Tem mais de 20 anos de experiência docente e atua também como curador de exposições e ciclos de conferências na área de artes e literatura.
Não se preocupe. Com 20 a 40 minutos por dia — o tempo de parar, ouvir e sentir — você acompanha a Oficina e desenvolve, aos poucos, hábitos de leitura, escuta e reflexão que duram a vida inteira.
É um percurso guiado de formação através da Música, do Cinema e da Literatura, conduzido pelo professor Caio Perozzo. Ao longo da oficina, você aprende um itinerário simples — ouvido, coração e mão: receber uma obra com atenção verdadeira, deixar que ela ganhe significado dentro de você, e agir a partir do que ela revelou. Partindo da pergunta que todos nós carregamos — quem eu sou, e o que dá sentido à minha vida? —, a oficina propõe uma experiência cultural que vai além da análise técnica, unindo reflexão, memória e amadurecimento pessoal.
A Oficina é indicada para quem:
Ajuda quem se sente desorientado ou desenraizado: vive “funcionando” por fora, mas travado por dentro; lê, assiste e ouve sem conseguir realmente assimilar; e não encontra palavras para nomear o que vive. A oficina devolve o hábito de parar, sentir e dar sentido — a partir de obras concretas, não de teoria abstrata.
Obras selecionadas (música, poemas, contos, filmes e quadros), trabalhadas como exercício guiado — não como lista de leitura obrigatória — para desenvolver hábitos de escuta, leitura e reflexão constantes, prazerosos e duradouros.
O acesso à Oficina de Cultura e Autoconhecimento é vitalício.
De R$347 por apenas R$247 no PIX ou em 12x de R$21 no cartão.
De acordo com as Leis 12.965/2014 e 13.709/2018, que regulam o uso da Internet e o tratamento de dados pessoais no Brasil, autorizo o Instituto Borborema a enviar notificações por e-mail ou outros meios e concordo com sua Política de Privacidade.