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	<title>Catolicismo &#8211; Instituto Borborema</title>
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	<title>Catolicismo &#8211; Instituto Borborema</title>
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		<title>O que significa o fim dos tempos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hilton de Albuquerque]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 21:44:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A simples menção ao fim dos tempos é suficiente para levar muitas pessoas à exasperação e ao desespero. Para os mais descrentes, isso não passa de uma ilusão; para os mais exasperados, o fim está próximo e os sinais são abundantes. Mas, afinal, o que significa o fim de tudo?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A simples menção ao fim dos tempos é suficiente para levar muitas pessoas à exasperação e ao desespero. Para os mais descrentes, isso não passa de uma ilusão; para os mais exasperados, o fim está próximo e os sinais são abundantes. Mas, afinal, o que significa o fim de tudo?</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-53423" src="https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1024x360.png" alt="Fim dos tempos. Cavaleiros do Apocalipse." width="1024" height="360" srcset="https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1024x360.png 1024w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-600x211.png 600w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-300x106.png 300w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-768x270.png 768w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3-1536x540.png 1536w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/06/image-3.png 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>


<hr />


<p>&nbsp;</p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><em>“O fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, prudentes e vigiai na oração.”</em> </p>
<p style="padding-left: 80px;">(1 Pd. 4, 7)</p>
</blockquote>





<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo vai acabar um dia? Haverá mesmo um fim dos tempos? Ele está próximo?</p>
<p>

</p>
<p>Avisos, sinais, profecias… Ao longo da história, as perguntas acima alimentaram inúmeras discussões e inspiraram todo tipo de interpretações.</p>
<p>

</p>
<p>Nos dias de hoje, esse parece ser um assunto que vem deixando as pessoas cada vez mais exasperadas e levando-as a perder precioso tempo em busca de sanar vãs curiosidades ou tratando das últimas do mundo como se fossem as notícias e fofocas mais quentes do momento. </p>
<p>

</p>
<p>Somando-se a isso as catástrofes naturais, as guerras, conflitos internacionais e o alarmismo científico, pronto: o desespero está completo. </p>
<p>

</p>
<p>Mas há fundamento nessas questões? O que significaria para nós o fim do mundo e dos tempos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<figure class="wp-block-image">
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXd64lF0XeOmQdCFucB3J1AwUfEpF1z7aIDh7QddpXJ5Od2m9tg2nCtk4_EwpYEMHrLUT3Ca6rgsgym2eiVp3BzjALycNn_jg8qEa4aw7D53zH0yHUZC-p8zKvseEQrRZAvfdoAudwY9b93ihSrhdBvYIQ4?key=GA6vg1nUmlRzesyT91LYeg" alt="Relógio do Juízo Final" width="1600" height="1140" /><figcaption class="wp-caption-text">“Doomsday clock” ou “relógio do juízo final”. Marcador criado por cientistas e atualizado anualmente para alertar sobre a proximidade do fim do mundo.</figcaption></figure>
</figure>
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Observando as Sagradas Escrituras, os avisos do próprio Cristo de que o Seu Reino está próximo, as profecias dos justos do Antigo Testamento, as palavras dos santos doutores, as observações dos filósofos pagãos e até as crenças de outras religiões, é seguro considerar que, sim, este mundo e este tempo terão um término. </p>
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>

</p>
<blockquote>
<h2><strong>…o mundo teve sua manhã fresca, terá sua tarde abrasiva, seu início de noite e, enfim, também encontrará as trevas.</strong></h2>
</blockquote>
<p>

</p>
<hr />
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A natureza, em razão da estabilidade de seus ciclos, engana os olhos mais desatentos com uma ilusão de ininterruptibilidade: o dia sempre nasce com o sol da manhã incendiando os céus de pureza e frescor; ao meio dia, o céu torna-se forte e abrasivo; depois, a luz vai caminhando para o seu ocaso até à noite, que nos absorve em plenas trevas. E tudo recomeça com uma nova aurora.</p>
<p>

</p>
<p>Nas estações do ano, uma permanece seguindo a outra continuamente: todo outono sucede um verão e inexoravelmente encontra seu inverno. O mundo segue girando, os anos passam, e a nós nada parece que vai acabar.  </p>
<p>

</p>
<p>Contudo, quando observamos bem a realidade que nos circunda para além dos ciclos ininterruptos, não temos dificuldade em perceber que todas as coisas no mundo material tendem a surgir, crescer, desenvolver-se, degenerar-se e morrer.</p>
<p>

</p>
<p>Ainda assim, o mundo continua. Vemos o tempo corroer tudo, as gerações passarem, mas o mundo permanece inteiro, dando-nos a impressão de que ele nunca terá fim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<figure class="wp-block-image">
<figure style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXc86r95GjXEPzMlCWsVXSktSGY3oUi5fuWyCf6Pmu9y0Krb5uK6o1_bQiBejZu6TT2Sv0DCRcrRmZKcFye5OUF62b05Qg5csZVnO3rO78BjEF0bDt1CzKFfMJDHI09ksp6bx4KuPW1jNUK8vxD2OpHNRkrc?key=GA6vg1nUmlRzesyT91LYeg" alt="O fim do mundo, no filme 2012" width="1600" height="900" /><figcaption class="wp-caption-text">Cena do filme 2012, Roland Emmerich (2009)</figcaption></figure>
</figure>
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<p>Mas, ora, se o mundo é parte da natureza e nela tudo encontra seu desfecho, faz todo sentido pensar que ele, de igual modo, teve a sua manhã fresca, terá sua tarde abrasiva, seu início de noite e, enfim, também encontrará as trevas. </p>
<p>

</p>
<p>Portanto, sim, o mundo e os tempos têm um término. </p>
<p>

</p>
<p>Só que ainda mais evidente e certo do que o fim do mundo e de todas as coisas, que não nos é dado a conhecer plenamente, é o encerramento daquele bem que nos é mais importante e caro: a nossa própria vida. </p>
<p>

</p>
<p>A nossa existência como conhecemos, humana e individual, vai acabar — e vai acabar neste mundo.</p>
<p>

</p>
<p>Mesmo que não vivamos o suficiente para contemplar fisicamente o mundo em seu último ato, o fechar das cortinas de toda a existência natural, a visão do nosso próprio desfecho não nos será furtada.</p>
<p>

</p>
<p>Esse fim, sim, é certo, próximo e iminente.</p>
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p>

</p>
<blockquote>
<h2><strong>…o nosso mundo e o nosso tempo têm uma finalidade, um propósito a realizar.</strong></h2>
</blockquote>
<p>

</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<p>Além disso, em se tratando de assuntos escatológicos, a maioria das pessoas tende a restringi-los, associá-los a eventos portentosos, considerando imageticamente apenas o término, o encerramento, a conclusão do mundo como conhecemos.</p>
<p>

</p>
<p>O fim do mundo ou dos tempos pode ter, sim, essa acepção de término, no sentido que esta existência um dia será finalizada. Como já dissemos aqui e também como os professores Caio Perozzo e Raphael Tonon demonstraram na live <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6n_7GMgKC7g&amp;t=3094s" target="_blank" rel="noopener"><em>Estamos próximos do fim dos tempos?</em></a>, essa não é uma coisa nada absurda e deve, de fato, ser tomada como verdadeira.</p>
<p>

</p>
<p>No entanto, o que se costuma ignorar é que a palavra <em>fim</em> não compreende somente o desfecho de algo, mas também a sua finalidade.</p>
<p>

</p>
<p>Daí que, quando falamos em <em>fim do mundo</em>, devemos considerar não só que ele há se extinguir-se algum dia, seja próximo ou não, mas também que ele tem uma finalidade, um propósito a cumprir.</p>
<p>

</p>
<p>E, talvez, ele já esteja de fato se encaminhando para alcançá-lo.</p>
<p>

</p>
<p>Por conseqüência, esta vida tem também uma finalidade própria.  E o limite cronológico do mundo natural e também o da nossa vida particular nos apontam que temos um tempo limitado para que a nossa individualidade, a nossa personalidade, nossa alma entre em sintonia com essa mesma finalidade. </p>
<p>

</p>
<p>Todos temos uma vocação geral à perfeição; ao mesmo tempo, cada indivíduo possui um chamado específico e, em função dele, um modo particular de alcançar essa tal perfeição. </p>
<p>

</p>
<p>Portanto, numa escala geral, o nosso mundo e o nosso tempo têm uma finalidade, um propósito a realizar. E, na escala humana individual, também há um tempo para que cumpramos certa finalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<figure class="wp-block-image">
<figure style="width: 1438px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://lh7-us.googleusercontent.com/docsz/AD_4nXf9TdRV94_0pH8dneYvKrpRuxYDMIzmy0SOIIfCTXTLS38ik9oiXddsGSv2rIyQUFAJEIhskF5i3EpUQHUOoNKkKjJokGkHUwq-pxS4_ajNZo-POuyfsgnN76_Tcw6evDxV_YmrMxPm0IsKqKli16J6iucZ?key=GA6vg1nUmlRzesyT91LYeg" alt="O juízo final" width="1438" height="700" /><figcaption class="wp-caption-text">O Juízo Final, de Fra Angelico. Basilica di San Marco, Florença, Itália.</figcaption></figure>
</figure>
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<p>No Evangelho de São Mateus (24, 42-44), a respeito de Sua última vinda, vemos Nosso Senhor dizer:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><em>“Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor. Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>

</p>
<p>Essa e tantas outras passagens das Escrituras, bem como os ensinamentos dos santos doutores, deveriam nos mostrar que o Cristo, Senhor de todas as coisas, nos apontou sobre o fim dos tempos tudo aquilo que julgou útil para que pudéssemos encontrar a nossa própria finalidade neste mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<hr />
<p>

</p>
<blockquote>
<h2><strong>Este é o verdadeiro fim dos tempos, do mundo e da nossa vida…</strong></h2>
</blockquote>
<p>

</p>
<hr />
<p>

</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não é à toa que, na <em>Salve Rainha</em>, nos referimos ao mundo como um exílio e um vale de lágrimas, pois esta existência é como um mar bravio no qual se perde e afunda o navio, e nós, como náufragos, estamos nela de passagem, em busca da Pátria definitiva. </p>
<p>

</p>
<p>E, se estamos aqui de passagem, não parece razoável ignorar que um dia tudo encontrará seu fim, porque, afinal, precisamos estar todos juntos novamente em algum momento.</p>
<p>

</p>
<p>Mas o que determinará aqueles que, entre todos os viventes, estarão real e definitivamente juntos, resgatados deste naufrágio, seguros na Pátria Celeste, não é o fim do mundo, e sim como cada um encontrou sua finalidade individual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>

</p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><em>“Então, o Rei dirá aos que estão à direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo” </em>(Mt 25, 34).</p>
<p>&nbsp;</p>
</blockquote>
<p>

</p>
<p>Essas serão as palavras ouvidas por aqueles que vivem na graça, pela graça e com a graça e, tendo completado a carreira, encontrarão, por fim, o prêmio da bem-aventurança.</p>
<p>

</p>
<p>Eis aí a finalidade deste exílio, deste vale de lágrimas. Este é o fim último do mundo, dos tempos e da nossa vida — humana e individual. </p>
<p>

</p>
<p>Se tememos, se nos aterrorizamos ante a idéia do término de tudo, é sinal de que, no interior do nosso coração, há uma sede por algo que está para além deste desterro. Daí que<a href="https://institutoborborema.com/2024/05/07/tempo-e-dinheiro-a-moeda-que-se-pode-trocar-pela-eternidade/"> o tempo seja disposto ao nosso usufruto como uma moeda para que possamos “trocar” pela eternidade</a>.</p>
<p>

</p>
<p>Por isso, é benfazejo que o mundo e o tempo realmente encontrem seu término e que tudo seja abraçado pela eternidade, porque só ali, aquela sede poderá ser saciada.</p>
<p>

</p>
<p>Não devemos, contudo, esperar sinais portentosos, cataclismas ou destruições em massa, pois o desfecho que nos é mais iminente chegará sem aviso.</p>
<p>

</p>
<p>Precisaremos estar prontos <em>“para que, vindo de repente, ele não nos encontre dormindo” </em>(Mc 13, 36). </p>
<p>E isso implica, evidentemente, em dedicar-se diariamente ao verdadeiro desenvolvimento do organismo sobrenatural, para que a alma esteja cada vez mais conforme ao seu fim último; mas, além disso, em conhecer os inimigos que apresentam-se como obstáculos ao pleno desenvolvimento do espírito, para não deixar-se seduzir pelos falsos caminhos que oferecem.</p>
<p>Tais inimigos agem por diversos meios e a partir de diversos lugares, inclusive, desde dentro da própria Igreja, se utilizando de sua estrutura para fazer perder as almas. E nós devemos saber como agir para combatê-los, sem nos deixarmos desviar.</p>
<p><strong>Precisamente por esse motivo, lançamos um curso inédito sobre a crise na Igreja, ministrado pelos professores Mateus Mota Lima e Caio Perozzo, apresentando uma análise prudencial para iluminar nossas ações e decisões nestes tempos difíceis.</strong></p>
<p><strong>E você pode assistir gratuitamente à gravação da aula inaugural do curso, em nosso canal do YouTube. Basta clicar no link abaixo:</strong></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=prVlf-odNJ4&amp;t=38s" target="_blank" rel="noopener"><span style="color: #0000ff;"><strong>ASSISTA À AULA GRATUITA</strong></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p></p>]]></content:encoded>
					
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		<title>A crise de pastores: Quando as ovelhas não mais reconhecem a voz do seu pastor</title>
		<link>https://institutoborborema.com/2024/07/31/crise-de-pastores/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Instituto Borborema]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 23:19:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[A Igreja vive uma crise pastores, e nós, como ovelhas, encontramo-nos perdidos, buscando aqueles cuja voz reconheçamos, que andem à nossa frente, conduzindo-nos através da porta do aprisco para a pastagem. Mas como podemos encontrá-los em meio a tantos salteadores?
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Igreja vive uma crise pastores, e nós, como ovelhas, encontramo-nos perdidos, buscando aqueles cuja voz reconheçamos, que andem à nossa frente, conduzindo-nos através da porta do aprisco para a pastagem. Mas como podemos encontrá-los em meio a tantos salteadores?</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-53896" src="http://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/photo-1423766111988-c47a5ff6ed06.avif" alt="Crise de pastores &quot;A ovelha reconhece a voz do seu pastor&quot;" width="1634" height="917" /></p>
<hr />
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">“De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém — nós ou um anjo baixado do céu — vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema.”</span></i></p>
<p style="padding-left: 80px; text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">(Gl 1, 7-8)</span></p>
</blockquote>
<p><a href="https://institutoborborema.com/2024/07/15/a-atual-crise-na-igreja/"><span style="font-weight: 400;">No último texto que publicamos no blog</span></a><span style="font-weight: 400;">, falamos da crise que enfrenta a Igreja e de como a religião instituída por Cristo sobre a fé de São Pedro parece estar desmoronando ao nosso redor, sendo consumida pela doença do relativismo e da secularização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto ela habita no mundo um deserto hostil que lhe ataca por todos os lados a fim de fazê-la ruir, muitos daqueles que deveriam cuidar em preservá-la, conservá-la como um refúgio seguro para almas desterradas, estão deixando-se seduzir pelas ilusões do deserto, tornando-se, eles mesmos, causa de perdição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, pastores têm abandonado o Evangelho que receberam, abraçado doutrinas estranhas e professado uma fé diversa, levando suas ovelhas à confusão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que, quanto a isso, não há novidade. Maus e falsos pastores, propagadores do erro e da desordem, sempre tivemos — e registros não nos faltam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São Paulo, por exemplo, em sua epístola aos gálatas, se volta duramente aos cristãos da Galácia para advertir-lhes da presença de falsos doutores que andavam entre eles a semear confusão, pregando um evangelho de mentira.</span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”</span></i></p>
<p style="padding-left: 80px; text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">(Gl 1, 9)</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre se soube que qualquer um que se apresente como portador de uma verdade diferente daquela que fora revelada por meio das Escrituras e da Tradição, e guardada pelo sagrado Magistério ao longo destes dois mil anos não tem parte com a Igreja de Cristo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas agora isso parece estar esquecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quantos exemplos não conhecemos de sacerdotes que utilizam o púlpito somente para pregar doutrinas estranhas e absurdas, por vezes opondo-se abertamente ao credo que professamos, ridicularizando os sacramentos, banalizando o Santo Sacrifício… e que seguem causando escândalos livremente e sem reprimendas?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, quantos não são os bons padres e bispos que dedicam-se inteiramente à missão com a qual foram instituídos, conduzindo as almas sob sua tutela pelos caminhos da verdadeira vida, propagando a verdade e condenando o erro, e que são perseguidos, atacados e até condenados ao ostracismo e à excomunhão formal?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, a muitos não restam dúvidas de que a crise pela qual estamos passando nestes tempos seja a maior na história da Igreja e tudo o que nos sustenta e sempre se lutou para conservar pareça estar realmente ruindo.</span></p>
<hr />
<blockquote>
<h2 style="padding-left: 40px;"><b>Uma crise de fala: as ovelhas querem e precisam ouvir, mas carecem de pastores que lhes falem.</b></h2>
</blockquote>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">O historiador e filósofo alemão, Eugen Rosenstock-Huessy, em seu livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A origem da linguagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos dá uma definição de </span><i><span style="font-weight: 400;">crise</span></i><span style="font-weight: 400;"> que muito ilustra o que temos enfrentado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da crise como uma doença da fala, ele diz que, nela, </span><i><span style="font-weight: 400;">“nós não achamos ninguém para nos falar”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, “</span><i><span style="font-weight: 400;">na crise, poucas pessoas estão dispostas a dar ordens para falar com poder original do discurso, com o poder de direção”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E define: </span><i><span style="font-weight: 400;"> “A crise consiste em não dizer aos amigos o que fazer”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, a crise se dá quando há uma massa ou uma comunidade de pessoas que precisam de uma orientação, isto é, necessitam que alguém lhes conduza, lhes fale o que devem fazer, e simplesmente não há quem fale.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De novo: essa descrição é feita no contexto da <a href="https://www.youtube.com/watch?v=zJGJDWqoJco&amp;t=1074s" target="_blank" rel="noopener">crise como sendo uma doença da fala</a>. Mas não se assemelha, em muito, com o que temos passado na Igreja atualmente?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Claro, pois não é essa crise geral também — talvez, sobretudo — uma crise de pastores?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Evangelho de São João, vemos Nosso Senhor dizer que as ovelhas reconhecem a voz do seu pastor:</span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p style="padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p style="padding-left: 80px; text-align: right;"><span style="font-weight: 400;">(São João 10, 14 e 27)</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas e quando os pastores falam com uma voz que não reconhecemos? E quando emitem palavras que nos desorientam, fazendo com que nos sintamos perdidos, como ovelhas sem pastor?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como descrito por Rosenstock-Huessy, as ovelhas querem e precisam ouvir, mas carecem de pastores que lhes falem.</span></p>
<hr />
<blockquote>
<h2 style="padding-left: 40px;"><b>Há uma crise de pastores, e ela está em pleno curso. </b></h2>
</blockquote>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">No Catecismo da Doutrina Cristã, na questão 118, vemos que:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 80px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Jesus Cristo instituiu a Igreja para que os homens encontrassem nela a direção segura e os meios de santidade e de salvação eterna.”</span></i></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, com autoridade divina, constituiu a Igreja sobre três múnus: ensinar, governar e santificar. E a esses três poderes está indissociavelmente ligada toda hierarquia eclesiástica — os padres, os bispos e o próprio papa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então cabe a todos os pastores o dever de ensinar a fé e a moral verdadeiras; de governar, a fim de conduzir os fiéis de maneira segura; e de santificar, tendo, para isso, também o poder de conferir os sacramentos que Deus instituiu para a nossa salvação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o que temos visto é que nossos clérigos, em boa parte, se não desconhecem, ignoram completamente tais deveres e deles fazem pouco caso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No lugar da fé e da moral verdadeiras, propagam uma fé e uma moral fabricada — por si ou por terceiros; pautam seus discursos, sermões e escritos segundo interesses escusos próprios ou suscitados pelas ideologias de que são seguidores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não demonstram preocupar-se em santificar sequer a si mesmos, tampouco os fiéis que deveriam assistir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, assim, não conduzem ovelha alguma senão para fora da Igreja — não à toa suas assembléias encontrem-se cada vez mais vazias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde, então, podemos encontrar a </span><i><span style="font-weight: 400;">“direção segura e os meios de santidade e salvação eterna”</span></i><span style="font-weight: 400;">?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quem recorrer, quando não há quem nos fale </span><i><span style="font-weight: 400;">“com o poder de direção”</span></i><span style="font-weight: 400;">?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja, não vá o mais precipitado dos leitores crer que estamos empreendendo um tipo de ginástica argumentativa para incentivar a adesão a alguma posição sedevacantista — nós mesmos tampouco aderimos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, também não podemos assentir a malabarismos retóricos para defender os erros e os abandonos praticados por parte de nossas autoridades eclesiásticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há, sim, uma crise de pastores, e ela está em pleno curso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como ovelhas, encontramo-nos perdidas, buscando — como disse Nosso Senhor no mesmo capítulo 10 do Evangelho de São João, que já citamos — aqueles cuja voz reconheçamos, que andem à nossa frente, conduzindo-nos através da porta do aprisco para a pastagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, eles existem e chamam-nos com voz sincera à sua condução. Mas há, espalhados entre eles, muitos salteadores, pelos quais não podemos nos deixar confundir.</span></p>
<p>Precisamos, então, saber como discerni-los e conhecer a conduta verdadeiramente católica diante desses e daqueles para que não nos percamos por caminhos errados.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É exatamente por essa razão que lançaremos, no próximo dia 08 de agosto, o curso </span><strong><i>“Crise na Igreja: Como podemos agir nesses tempos difíceis”</i></strong><span style="font-weight: 400;">, com os professores Mateus Mota Lima e Caio Perozzo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a live de lançamento será uma boa oportunidade para aqueles que notam a gravidade do assunto e desejam verdadeiramente saber qual a postura e as ações mais prudentes para estes tempos difíceis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para assistir à live e acompanhar as nossas comunicações a respeito do curso, <strong>faça a sua inscrição gratuitamente</strong>, através do link abaixo:</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://institutoborborema.com/crise-na-igreja/"><span style="font-weight: 400;">https://institutoborborema.com/crise-na-igreja/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
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		<title>Qual a solução para a Crise na Igreja?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Instituto Borborema]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jul 2024 19:51:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Catolicismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Crise na Igreja]]></category>
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		<category><![CDATA[Lucas Lancaster]]></category>
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					<description><![CDATA[A Igreja está em crise, e as provas que o demonstram são quase incontáveis e estão visíveis a todos que o queiram perceber. Muitos são os caminhos oferecidos, mas poucos os que deveríamos seguir.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Igreja está em crise, e as provas que o demonstram são quase incontáveis e estão visíveis a todos que o queiram perceber. Muitos são os caminhos oferecidos, mas poucos os que deveríamos seguir.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-53681 aligncenter" src="http://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame.jpg" alt="A crise na Igreja

&quot;Jesus acalma a tempestade&quot;" width="1280" height="720" srcset="https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame.jpg 1280w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame-600x338.jpg 600w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame-300x169.jpg 300w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame-1024x576.jpg 1024w, https://institutoborborema.com/wp-content/uploads/2024/07/1201-frame-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<hr />
<blockquote>
<p style="padding-left: 120px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Subiu ele a uma barca com seus discípulos. De repente, desencadeou-se sobre o mar uma tempestade tão grande, que as ondas cobriam a barca. Ele, no entanto, dormia. Os discípulos achegaram-se a ele e o acordaram, dizendo: ‘Senhor, salva-nos, nós perecemos!’. E Jesus perguntou: ‘Por que este medo, gente de pouca fé?’”</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p style="padding-left: 120px;"><span style="font-weight: 400;">(Mt 8, 23-26)</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da história, muitas foram as tempestades que se precipitaram sobre a Igreja, lançando contra ela ondas violentas e ameaçadoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perseguições, ataques, traições, heresias… Continuamente, cristãos ao redor do mundo viram a barca que deveria conduzir-lhes a terra segura, a Pátria Celeste, ser agitada por ventos intensos num mar revolto disposto a fazê-la naufragar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fato constante em todas as épocas, a nossa não haveria de passar incólume às suas próprias tormentas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Igreja está em crise, e as provas que o demonstram são quase incontáveis e estão visíveis a todos que o queiram perceber.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vemos uma sociedade inteiramente secularizada, altares sendo esvaziados, os sacramentos sendo banalizados e fiéis vivendo como ovelhas perdidas, desorientadas, enquanto muitos dos <a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-2CxflLNyA" target="_blank" rel="noopener">pastores que deveriam guiá-los</a>, ser para eles rocha firme, agem como verdadeiras pedras de tropeço, mais distanciando do que levando-os ao caminho da salvação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E tudo tem se intensificado num nível tal, que somos levados a pensar que talvez esta seja uma crise sem precedentes, a maior e mais danosa já enfrentada em toda a história cristã; e a desejar que Senhor “desperte” de Seu sono e venha ordenar que se calem os ventos e se aquiete o mar.</span></p>
<hr />
<blockquote>
<h2><b>Sim, há uma crise na Igreja; ela é grave e generalizada</b></h2>
</blockquote>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">Daí que, aos mais desesperados, pareça não haver solução; se as portas do inferno não estão prevalecendo, estão soltando-se de suas dobradiças e liberando sobre a Igreja um sopro tenebroso e corrosivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para esses, resta apenas o alarde inerte, confuso e desesperado ou o ativismo precipitado que acaba por levá-los a erros cujas conseqüências podem ser graves.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros, no entanto, se percebem tal crise, dela não fazem muita conta — a Igreja sempre esteve em crise, então não há que se preocupar com ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E há ainda aqueles que crêem não haver crise alguma, que o que há, na verdade, não passa de confusão gerada por radicais apegados a uma tradição vazia e ultrapassada e que se recusam a aceitar um progresso social e eclesiástico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não precisamos dizer que as três posturas são perigosas e que, apesar de materialmente distintas — em percepção, disposição e ação —, levam essencialmente ao mesmo resultado: o agravamento da crise e o avanço dos inimigos que a instrumentalizam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, há uma crise na Igreja; ela é grave e generalizada: uma crise de fé, de pastores, vocacional, ministerial, litúrgica, comunitária…</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os fundamentos da cultura e da religião que conhecemos parecem estar desmoronando ao nosso redor, consumidos pela praga do relativismo, da secularização, do egoísmo, da irracionalidade e da superficialidade, numa marcha acelerada para o total <a href="https://institutoborborema.com/2024/03/15/vazio-de-sentido/">vazio de sentido</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a Igreja, que, em crises passadas, sempre manteve-se firme e resistente, tal qual uma árvore sozinha no deserto do mundo, a servir como um refúgio de sombra e alimento àqueles que caminham sobre terra árida, quente e hostil, agora parece não mais oferecer refúgio, sombra nem alimento, pois o deserto tem atacado seus ramos, fazendo-lhes murchar e secar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, muitos daqueles que a representam e que deveriam velar por ela, regá-la e fazê-la germinar abundantemente, têm se deixado seduzir pelas ilusões do deserto, renegando os poderes e deveres — de governar, educar e santificar — com os quais foram constituídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos, contudo, que por mais hostil que seja o deserto, por mais intempéries que lance sobre essa árvore, ela não pode ser morta ou derrubada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em quantos momentos ao longo dos tempos, desde a sua fundação sobre a fé de São Pedro, ela não enfrentou secas e tempestades e se manteve de pé porque alguns corações conservaram-se firmes nesta mesma fé?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não foi guardada ela em apenas um coração, quando, na Paixão, por todos foi abandonada em razão do medo e negada até pela rocha sobre a qual foi edificada?</span></p>
<hr />
<blockquote>
<h2><b>Devemos permanecer plenamente unidos à Igreja, mas atentos, é claro, à doença que tenta alastrar-se por ela</b></h2>
</blockquote>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, conquanto o próprio Cristo, ao fundar Sua Igreja, tenha prometido que as portas do inferno nunca haveriam de prevalecer contra ela, garantias não temos de que não prevalecerão contra nós, individualmente, a depender da nossa própria conduta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E numa crise como a que enfrentamos agora é quando as forças inimigas — estejam elas agindo desde fora ou infiltradas na hierarquia eclesiástica — encontram o terreno mais adequado para levar a perder o maior número de almas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como, então, devemos agir diante da atual crise na Igreja, para que permaneçamos fiéis ao Evangelho de Cristo, unidos ao Seu corpo místico, e preservemos a nós e tantos quantos nos sejam possíveis de sermos iludidos pelas miragens do deserto ou engolidos pelas ondas na tempestade por que passamos?</span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 120px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que não der fruto em mim, ele o cortará; e podará todo o que der fruto, para que produza mais fruto”</span></i><span style="font-weight: 400;">, diz Nosso Senhor, no capítulo 15 de São João.</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A Igreja, como dissemos, é o corpo místico de Cristo, portanto é também, unida a Ele, a “videira verdadeira”, que Deus nutre para que Lhe renda frutos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se nós, diante dos males que a infectam, permanecemos inertes, indiferentes, seremos — se já não estamos — contaminados por eles e nos tornaremos incapazes de dar frutos, como um ramo infértil, doente, que precisa ser cortado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por outro lado, movidos pelo desespero, buscarmos agir precipitadamente, podemos acabar desprendendo a nós mesmos da videira que nos sustenta. Mas </span><i><span style="font-weight: 400;">“o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira”</span></i><span style="font-weight: 400;"> — ninguém pode podar a si mesmo para que dê frutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tomando qualquer uma dessas posturas, o desespero ou a indiferença, nosso desfecho será igualmente trágico: </span></p>
<blockquote>
<p style="padding-left: 120px;"><i><span style="font-weight: 400;">“Assim também vós: não podeis tampouco dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não permanecer em mim será lançado fora, como o ramo. Ele secará e hão de ajuntá-lo e lançá-lo ao fogo, e será queimado.”</span></i></p>
<p style="padding-left: 120px;"><span style="font-weight: 400;">(São João 15, 4-6)</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Devemos, então, permanecer plenamente unidos à videira — a </span><i><span style="font-weight: 400;">“videira verdadeira”</span></i><span style="font-weight: 400;"> —, mas atentos, é claro, à doença que tenta alastrar-se por ela, para que não sejamos, como muitos ramos, também contaminados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, precisamos amá-la, o que pressupõe conhecê-la profundamente; e conhecer também as raízes da crise que tem nela se infestado, de modo que saibamos agir prudentemente para combatê-la.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por esse motivo que nós, considerando a preocupação geral, sobretudo dos nossos alunos, além dos falsos caminhos e soluções imprudentes que vêm sendo amplamente oferecidos, decidimos apresentar um conteúdo sobre o assunto.</span></p>
<p><strong>No dia 08 de agosto, lançaremos o curso <span style="text-decoration: underline;"><i>Crise na Igreja: Como podemos agir nesses tempos difíceis</i></span>, ministrado pelos professores Mateus Mota Lima e Caio Perozzo.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nosso objetivo é que você possa conhecer mais profundamente a atual crise na Igreja e os caminhos possíveis e coerentes com a fé católica para estes tempos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aula inaugural acontecerá no mesmo dia 08, e você pode </span><b>se inscrever gratuitamente</b><span style="font-weight: 400;">, através do link abaixo:</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="color: #ff0000;"><a style="color: #ff0000;" href="https://institutoborborema.com/crise-na-igreja/"><span style="font-weight: 400;">https://institutoborborema.com/crise-na-igreja/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
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