Resistindo aos ataques do mundo

Há muitos momentos da vida nos quais as desventuras e adversidades parecem lançar-se sobre nós como inimigos invencíveis, com todo o peso e toda a sua força. Sem dar-nos tempo ou espaço, parecem aproveitar-se das nossas fraquezas para nos subjugar inteiramente. Nesses momentos, vitória ou derrota estão a cargo de uma só coisa: a esperança.

Caos, desordem, crise na Igreja, ideologias, corrupção, guerras, controle…

Nos nossos tempos, parecemos ser tão açoitados por males diversos, que, em não poucos momentos, nós nos encontramos como na companhia dos anões, no 6º capítulo d’O Hobbit:

Escapando de orcs para sermos apanhados por lobos.

Enquanto tentamos resistir e combater um inimigo, um novo, mais forte e perigoso, surge sem nos deixar tomar sequer um pouco de fôlego, para aproveitar-se da nossa fraqueza e deixar-nos sem meios de combate.

Nesses momentos, a tentação do desespero e do temor tornam-se ainda mais fortes.

Os ataques do mundo são tão fortes e tão constantes, que subtraem a nossa esperança, fazendo-nos acreditar que não há chance de defesa, que já fomos derrotados.

E, de fato, já fomos. Mas não agora.

O que nos esquecemos é que decretamos a nossa própria derrota no momento mesmo em que assumimos que poderíamos encontrar neste mundo — o mesmo que nos ataca — alguma vitória.

Afinal, o mundo só pode ser fonte de desespero para quem tem nele a sua esperança.

Se você não tem esperança neste mundo, tal como um ladrão que não pode roubar uma vítima que não tenha um centavo nos bolsos, ele não poderá arrancar-lhe nada.

É preciso buscar a esperança dentro de nós para que ela não seja esmagada desde fora; voltar o olhar para Verdade Eterna, que está na nossa alma, e não para as meias-verdades do mundo.

Pois não há outro caminho para fugir dos abalos do mundo e dos tempos, senão por meio da força interior, que só encontramos se procurarmos na Eternidade.

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